sexta-feira, 13 de novembro de 2009

1ª VAQUEJADA DE LAGARTO

A vaquejada surge em Lagarto no bojo de ações dos políticos de direita e fazendeiros, que incluiu a Vaquejada (no final da Rua de Simão Dias e próximo ao povoado Catita) e da Exposição Agropecuária (no sítio de Antônio Ema, onde hoje se localiza o Colégio Evandro Mendes), para combater a imaginária Ligas Camponesas que estariam prestes a ivandir fazendas e a sede do município (hoje seria o MST). Apoiados pelos irmãos "ribeiros" que comandavam a UDN, os dois eventos foram por muito tempo um símbolo da cidade.

sábado, 7 de novembro de 2009

RUA LAUDELINO FREIRE

Imagem rara com vista a partir de onde hoje se localiza o Bradesco.

BANDEIRA DE LAGARTO

Instituida pela Lei nº 263, de 22.03.1972, a bandeira de Lagarto era apresentada a Camara Municipal. Com a presença de inúmeras autoridades, o historiador Adalberto Fonseca presenteava ao município o seu símbolo máximo.

sábado, 27 de junho de 2009

CINE E TEATRO GLÓRIA

Entre os anos 50 e início dos 80 passados, o Cine Glória, como era mais conhecido foi palco de grande apresentações a exemplo de Roberto Carlos, Antônio Marcos, Aguinaldo Timóteo, companhias de tetaro e comédia, dentre inúmeros artístas famosos da época. Além dos famosos filmes que não podem ser esquecidos, o Cine Glória foi um dos mais importantes locais de distração e cultura da cidade.

domingo, 19 de abril de 2009

LAGARTO 129 ANOS

MINHA CIDADE

 

Minha cidade é tão bonita

Que vem e fica sabe contar

Povo alegre hospitaleiro

Tão brasileiro de Além-mar

Lá na pracinha da Piedade

Sentir saudade e querer ficar

Provar o gosto da maniçoba

Sou papa-jaca aqui vou morar

 

Mês de setembro é da Padroeira

Vem lagartense de todo lugar

Tem Vaquejada e Exposição

Rico folclore e banda escolar

É tanta gente, é a cidade inteira

Braços abertos sempre a esperar

 

Um dia um bicho virou uma pedra

Deram seu nome para lembrar

Lagarto é cidade ternura

A terra é boa para lavrar

Plantar semente e ser fruto novo

É para todos este lugar

 

Lagarto(SE), 05.05.2000

Floriano Santos Fonseca 

PARABENS PRA VOCÊ

SÍLVIO VASCONCELOS DA SILVEIRA RAMOS ROMERO. Nasceu a 21 de abril de 1851, na antiga rua da Vila, em Lagarto e faleceu no Rio de Janeiro no dia 18 de Julho de 1914. Suas primeiras letras foram aprendidas na Escola do Professor Badu. Mas, foi no Rio de Janeiro, no antigo Atheneu Fluminense que do período de 1863 a 1867, tendo como professor o Monsenhor Antônio Pereira dos Reis, que ele se preparou para ingressar na Faculdade do Recife, de onde saiu Bacharel a 12 de novembro de 1873.

A nomeação para seu primeiro cargo público como promotor, se deu a 24 de janeiro de 1874, para exercer suas funções na cidade de Estância e, por ter ele de enfrentar mais uma vez os bancos acadêmicos do Recife, pediu exoneração do cargo, cujo ato se deu a 8 de fevereiro de 1875.

Requereu defesa de tese na Faculdade de Direito do Recife, a fim de receber o grau de Doutor. Acontecimentos inesperados fizeram com que Silvio na hora em que ia sustentar a tese, por discordar do lente, teve um acirrado debate sobre Metafísica. Como o lente não detia conhecimento suficiente sobre a matéria, Sílvio acabou por agredi-lo verbalmente sendo por esse motivo suspenso e processado. No julgamento, foi absolvido por unanimidade.                                 

Foi nomeado Juiz Municipal e de Órfãos do Termo de Paraty, na província do Rio de Janeiro, por decreto de 31de agosto de 1876, cargo exercido até 23 de julho de 1879. Passou a residir no Rio de Janeiro, submetendo-se ao concurso para exercer a cadeira de Filosofia do Colégio Pedro II, isto em 1880, tendo conseguido o primeiro lugar, por Ter apresentado a tese Interpretação Filosófica dos Fatos Históricos. Jubilou-se como professor.                     

Foi um dos fundadores e lente de Filosofia de Direito Livre, de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro e sócio fundador da Academia Brasileira de Letras. No Governo de Campos Sales foi Deputado Provincial e Federal por Sergipe, tendo sido escolhido como relator da comissão dos 21, do Código Civil.                           

Era sócio e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Academia Brasileira de Letras, Academia Pernambucana de Letras, sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e do Centro Comercial de Porto, sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa, do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, do Grêmio Literário de Campinas, dentre outras mais no país e no exterior.                                

Representou o Brasil em varias conferências na Europa e foi em 1904 agraciado pelo Rei Dom Carlos de Portugal, com a Comenda de São Tiago. Como escritor, sua obra prima e de maior merecimento é a História da Literatura Brasileira, tendo sido considerado o maior intelectual brasileiro. Disse Tobias Barreto: "Sílvio é o martelo da mediocridade".                               

Na qualidade de folclorista, escreveu verdadeiras obras primas neste particular. Estudos e conhecimentos foram trazidos através dos seus escritos. Foi ai que todos os literatos, críticos e intelectuais, outorgaram-lhe o título de Pai do Folclore Brasileiro.                       

Tendo como companheiro Tobias Barreto de Menezes, dirigiu vários jornais e revistas de estudos livres de Lisboa.

Laudelino Freire, Duque Estrada, Antônio Teixeira Duarte, Clovis Beviláqua, Phaelante da Câmara Bruno, José Veríssimo, Oliveira Lima, Conselheiro Lafaiete, Pedro Sampaio e tantos outros ocuparam-se em comentar a obra deste homem notável.           

Escreveu À criança, publicado em periódico do Recife. O Tempo, a Estância, Americano Diário de Pernambuco, Movimento, Correio Pernambucano, A Escola e o Trabalho, isto em 1903.                                                    

Escreveu ainda, Poesias Contemporânea, Direito Marítimo, Etnologia Selvagem, A Filosofia no Brasil, Canto do fim do Século, A Literatura Brasileira, A Prioridade de Pernambuco, a Crítica Moderna da Interpretação Filosófica, Um poeta do Norte, Tobias Barreto de Menezes, A Questão do Dia, De uma Cajadada, Dois Coelhos, Introdução à História da Literatura Brasileira, o Naturalismo em Literatura, Ensaio e Crítica Parlamentar, Último Arpejo, Lucros e Perdas, Réquiem,  Oradores Sagrados, Valentim de Magalhães, Estudos da Literatura Contemporânea, Contos populares do Brasil, Uma Esperteza Sobre o Visconde de São Leopoldo.

Escreveu estudos sobre a poesia  popular no  Brasil, Função do Cérebro, Ethnologia  Brasileira, História  da Literatura Brasileira, A Filosofia e o Ensino Secundário no Brasil, As três formas principais do organismo Republicano, Movimento Espiritual do Brasil, Aos  eleitores do primeiro Distrito, A Liga Bancaria, Ensino Cívico, Provocação de Debates, Excerto da História da Literatura Brasileira, Luiz Murat, Política de Sergipe, Parlamentarismo  e Presidencialismo, Doutrina Contra Doutrina, Ensaios sobre Filosofia  do Direito,  A verdade sobre o caso de Sergipe, O  Vampiro do  Vaza-Barris, Machado de Assis,  Novos Estudos  da Literatura  Contemporânea, Parnaso Sergipano, Literatura, Martins Pena, Ensaios de Sociologia e Literatura, Críticas e Discussões, O Elemento    português na colonização do Brasil, Discursos, Pinheiro Chagas, Passe e Recibo, O  Duque de Caxias, Discursos, outros Estudos da Literatura Contemporânea, Evolução do  Lirismo Brasileiro, Evolução da Literatura Brasileira, O Meio Físico Brasileiro, compêndio de História da Literatura Brasileira, O Alemonismo no Sul do Brasil, Discursos, O Brasil Social, A pátria Portuguesa, América Latina, Através da Vida, Zeverissimação Inepta da Crítica, Da Crítica as suas Exatas Definições, Evolução da Literatura Brasileira, Quadro Sintético da Evolução dos Gêneros na Literatura Brasileira.                        

Esta verdadeira enciclopédia de estudos e conhecimento escritos, editados por Sílvio Romero bem caracteriza a grandeza da sua cultura. Comentar seu trabalho literário cabe apenas àqueles que possuem o dom de debruçar-se sobre livros e deles nos encher de conhecimento e certamente ele merece muito mais que estas pequenas citações da sua inesgotável obra.

*História de Lagarto, Adalberto Fonseca

domingo, 22 de março de 2009

POR QUE OS SINOS NÃO DOBRAM?


Parafraseando o famoso filme, colocamos aqui uma velha questão: Onde estão os antigos sinos da matriz? Segundo a tradição havia três sinos que foram doados pela família de Sílvio Romero e que constavam os nomes dos homenageados impressos. No último sábado visitei os dois campanários e o que encontrei foi um sino médio e quebrado que consta o nome de Francisco de Souza Guimarães. Do outro lado estão os chocalhos comprados pelo então Monsenhor Mário em 1984. Então pergunto: Onde estão os antigos sinos? Com certeza o patrimônio material e público de Lagarto deve estar passeando pela Europa. Como grita meu amigo Alex Dias: ACORDA LAGARTO !!!!!!